Trump ameaça Macron com taxa de 200% sobre vinhos da França

A ministra da Agricultura da França, Annie Genevard, classificou a ameaça como “inadmissível”.

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Publicado em 20/01/2026 às 07:37h - Atualizado 18 horas atrás Publicado em 20/01/2026 às 07:37h Atualizado 18 horas atrás por Elanny Vlaxio
Trump quer que Macron participe do  Conselho da Paz (Imagem: Shutterstock)
Trump quer que Macron participe do Conselho da Paz (Imagem: Shutterstock)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou aplicar uma tarifa de 200% sobre vinhos e champanhes produzidos na França. Segundo o próprio Trump, a iniciativa serviria como forma de pressionar o presidente francês, Emmanuel Macron, a participar do Conselho da Paz, proposta criada pelo líder norte-americano com o objetivo de atuar na mediação de conflitos internacionais.
💲 Ao ser questionado por um jornalista sobre a posição do presidente francês, Trump reagiu afirmando: “Ele disse isso? Bem, ninguém o quer porque ele deixará o cargo muito em breve”. Em seguida, reforçou a ameaça: “Vou impor uma tarifa de 200% sobre os vinhos e champanhes dele, e ele vai aderir, mas não precisa aderir”.
Na França, a declaração provocou reação imediata. A ministra da Agricultura da França, Annie Genevard, classificou a ameaça como “inadmissível”. Em entrevista à emissora TF1, a ministra afirmou que a postura do presidente dos Estados Unidos representa uma “brutalidade inédita” e defendeu uma resposta articulada não apenas da França, mas também dos demais países europeus.
O episódio se soma a um ambiente de tensão diplomática crescente. No fim de semana anterior ao anúncio, Trump já havia sinalizado a possibilidade de impor novas tarifas a vários países da Europa, incluindo a França, em meio a divergências relacionadas à oposição europeia ao plano do presidente americano de anexar a Groenlândia.
🔎 Em resposta às declarações de Trump, a Dinamarca decidiu ampliar o contingente militar na região. Mesmo assim, Trump afirmou que “esta é uma situação muito perigosa para a segurança e a sobrevivência do nosso planeta” e declarou que “esses países, que estão participando deste jogo perigoso, assumiram um nível de risco insustentável”.