O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), deixou a relatoria das investigações sobre o Banco Master, devido à suspeita de conflito de interesses.
⚖️ Com isso, o caso passou à relatoria do ministro André Mendonça. Ele foi escolhido em um sorteio eletrônico realizado pelo sistema do STF.
Os ministros da Suprema Corte decidiram, por sua vez, que não era necessário declarar a suspeição de Toffoli. Com isso, evitaram a anulação das decisões tomadas pelo ministro neste processo, o que poderia atrasar a conclusão do inquérito sobre o Master.
O que aconteceu
Inicialmente, Toffoli disse que o relatório da PF se baseava em "ilações". Mas, depois, admitiu ser sócio da empresa Maridt, que está registrada no nome dos seus irmãos e vendeu uma participação no resort Tayayá, no Paraná, a um fundo ligado ao cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel.
Toffoli garantiu que as vendas foram realizadas a valor de mercado e declaradas à Receita Federal, sem o recebimento de valores diretamente de Vorcaro ou Zettel. O ministro ainda negou ter uma relação de amizade com o dono do Master.
Ministros se reúnem
O tema foi discutido em uma reunião entre os ministros da Suprema Corte nessa quinta-feira (12).
O encontro foi convocado pelo presidente do STF, Edson Fachin, que, diante das recentes polêmicas envolvendo o STF, vem tentando aprovar um código de conduta para a Suprema Corte.
Na reunião, os ministros do STF acertaram a troca da relatoria do caso do Master, mas decidiram não declarar Toffoli suspeito.
Após o encontro, os ministros ainda publicaram uma nota expressando "apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento".
A nota diz que Toffoli atendeu a todos os pedidos da PF e da PGR (Procuradoria-Geral da República) e pediu para deixar a relatoria do caso considerando "os altos interesses institucionais" e o "bom andamento dos processos".