🚨 O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça determinou nesta sexta-feira (6) a abertura de inquérito para investigar o vazamento de informações obtidas a partir da quebra de sigilo do celular do empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Relator das investigações relacionadas ao caso Master no STF, Mendonça também ordenou que a CPMI do INSS devolva à Polícia Federal todos os dados compartilhados com o colegiado a partir da quebra de sigilo telemático do banqueiro.
Na decisão, o ministro ressaltou que o acesso a informações protegidas por sigilo não autoriza sua divulgação pública por integrantes de uma comissão parlamentar.
"Bem ao contrário, enseja, pela autoridade que recebeu a informação de acesso restrito, a responsabilidade pela manutenção do sigilo. Isso porque, a toda evidência, a eventual quebra de sigilo não torna públicas as informações acessadas", escreveu Mendonça.
Defesa de Vorcaro denunciou vazamentos ao STF
A decisão ocorre após a defesa de Vorcaro anunciar, também nesta sexta-feira (6), que pediria ao Supremo a abertura de investigação sobre o que chamou de "sucessivos vazamentos" de dados sigilosos.
Segundo os advogados do empresário, trechos de conversas pessoais extraídas do celular do banqueiro passaram a circular na imprensa e em redes sociais, com referências a autoridades públicas.
Em nota, a defesa afirmou que sequer teve acesso integral ao conteúdo obtido na quebra de sigilo antes da divulgação de partes das mensagens.
Vorcaro tinha contatos de autoridades e integrantes do sistema financeiro
A análise dos dados do celular do empresário revelou que ele mantinha contatos de diversas autoridades públicas. Entre os nomes identificados estão três ministros do STF, parlamentares do Congresso Nacional, dois diretores do Banco Central e pessoas ligadas ao Judiciário.
Também aparece na lista a advogada Viviane de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
📊 O material integra as investigações relacionadas à crise envolvendo o Banco Master e as apurações conduzidas no âmbito da Operação Compliance Zero, que examina suspeitas de fraudes financeiras e irregularidades no mercado de capitais.