Sem Lula e com boicote da Dinamarca, Davos ocorre sob tensão geopolítica

Fórum Econômico Mundial é marcado por disputa entre EUA e Europa pela Groenlândia.

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Publicado em 20/01/2026 às 21:25h - Atualizado 4 minutos atrás Publicado em 20/01/2026 às 21:25h Atualizado 4 minutos atrás por Wesley Santana
Fórum Econômico reúne líderes de diversos países e empresas (Imagem: Shutterstock)
Fórum Econômico reúne líderes de diversos países e empresas (Imagem: Shutterstock)

Começou nesta segunda-feira (19) o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. O evento anual acontece em meio a tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Europa por causa da Groenlândia.

O ambiente é um que poucas vezes foi visto na história global, já que, além das guerras bélicas que ocorrem no mundo, os países ainda enfrentam uma guerra comercial liderada pela nação mais poderosa do mundo. 

Do lado dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump desembarca na Suíça com a maior comitiva da história. Do lado da Dinamarca, que tem o controle do território da Groenlândia, nenhum representante será enviado ao evento como forma de protestos contra o líder norte-americano. 

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Desde que voltou ao governo, Trump afirmou que quer comprar ou invadir a maior ilha do mundo como forma de se proteger contra China e Rússia. Nas últimas semanas, o discurso ganhou tons mais duros e acendeu alerta tanto de Copenhaguen como de outros países da Europa, que enviaram soldados à ilha.

Neste ano, o presidente Lula não deve comparecer à Davos, mas enviou a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Ester Decker. Outros ministros até chegaram a figurar na programação, mas não tiveram seus horários confirmados pela equipe do governo ou do evento. 

A agenda de Decker está prevista para a manhã da próxima quarta (21), quando ela deve discutir as perspectivas de crescimento para a América Latina. 

Empresas da B3 falam

Apesar da pequena comitiva do governo federal, empresas da bolsa de valores enviaram seus representantes para Davos. O nome mais conhecido é o de André Esteves, chairman do BTG Pactual (BPAC11) , patrocinador do evento, que discursou na tarde desta segunda (19). 

Entre outros temas, o executivo falou sobre os investimentos no Brasil para este ano, citando especificamente as eleições que devem acontecer em outubro. Segundo ele, o cenário não mexe com a procura de investidores. 

"Não vejo, do ponto de vista de investimento de longo prazo, a eleição no Brasil sendo um grande tema", disse o banqueiro. "O país tem condições de atrair tanto o Tik Tok quanto a Meta", completou.