Desde que o
Tesouro Direto iniciou os seus trabalhos em 2026, as taxas oferecidas aos investidores para financiar o governo brasileiro se espicharam bastante, só que nesta segunda-feira (19) houve um certo respiro e os juros compostos caíram um pouquinho, o que traz algum lucro na marcação a mercado para quem já estava posicionado em títulos públicos.
O caso mais emblemático no curto prazo é a trajetória do
Tesouro IPCA+ 2050, cuja remuneração era de
IPCA+ 7,12% ao ano no último dia 15 de janeiro e agora caiu para
IPCA+ 7,06% ao ano, o menor patamar nos últimos sete dias.
Por sua vez, o preço unitário desse título indexado à inflação oscilou de R$ 854,96 para R$ 867,61 no mesmo intervalo de tempo, implicando na valorização de +1,5% na marcação a mercado.
Como pano de fundo, o mercado de renda fixa no Brasil, mais esvaziado neste início de semana por conta do feriado nos Estados Unidos, que reduz a liquidez global, repercutiu o mais recente
Boletim Focus, o qual aponta uma
taxa Selic rodando acima dos dois dígitos até 2028.
Antes, a maioria dos agentes do mercado financeiro brasileiro esperava que a taxa básica de juros cedesse dos atuais 15% ao ano para o nível de 9,75% ao ano até o final de 2028. Só que agora, os profissionais avaliam que a
Selic ficará em 10% ao ano por mais tempo.
Logo, há o risco de que a estratégia de buscar lucros relevantes na marcação a mercado, apostando na queda das taxas, pode exigir ainda mais paciência dos investidores no Tesouro Direto.