Selic cairá a 14,50% ou 14,75% em março de 2026? Opções de Copom têm reviravolta

Conflitos armados no Oriente Médio desembocando na disparada do petróleo afetam juros aqui no Brasil.

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Publicado em 13/03/2026 às 14:51h - Atualizado Agora Publicado em 13/03/2026 às 14:51h Atualizado Agora por Lucas Simões
Mercado já aposta em um ritmo mais lento de cortes da taxa Selic (Imagem: Shutterstock)
Mercado já aposta em um ritmo mais lento de cortes da taxa Selic (Imagem: Shutterstock)
No próximo dia 18 de março de 2026 (quarta-feira), conheceremos o novo patamar da taxa Selic após o fechamento do mercado, que deve marcar o primeiro corte da taxa básica de juros desde que ela alcançou os atuais 15% ao ano. Contudo, há uma reviravolta pairando entre os investidores.
Isso porque os Contratos de Opção de Copom, títulos derivativos negociados na bolsa de valores brasileira, a B3 (B3SA3), revelam, pela primeira vez, que a maioria das apostas do mercado espera que a taxa Selic caia para 14,75% ao ano na próxima decisão do Banco Central, ao invés do recuo para 14,50% ao ano.
Nesta semana, 51% das apostas dos investidores são de que teremos um corte de juros de 25 pontos-base. Já no último pregão de fevereiro de 2026, no dia 27, apenas 20% do mercado bancava uma redução mais tímida da taxa Selic
Em contrapartida, 39% das apostas do mercado hoje se ancoram na tesourada de 50 pontos-base por parte dos membros do Copom no próximo dia 18 de março. Tal crença era bem maior, na faixa de 77%, no final do mês passado.
As negociações dos Contratos de Opção de Copom também apontam que só 10% do mercado precificam que o Banco Central conservará a taxa Selic em 15% ao ano, ou seja, um dos cenários menos prováveis.
Não por acaso, as taxas oferecidas no Tesouro Direto enfrentam tanta volatilidade nas últimas semanas, inclusive subindo por conta de riscos inflacionários e fiscais, o que destrava prejuízos na marcação a mercado. 
Como pano de fundo para a maior aposta aqui no Brasil de que a Selic cairá mais devagar em 2026 está a disparada dos preços do petróleo acima de US$ 100 por barril. O fechamento do Estreito de Ormuz por conta da guerra no Irã desencadeou temores de um choque inflacionário no mundo, situação que exige juros elevados por mais tempo.