21 ações que pagarão mais dividendos em 2025, segundo BTG Pactual
Veja a lista de companhias brasileiras que podem garantir uma boa renda passiva
Na manhã desta sexta-feira (30), o presidente Donald Trump indicou o próximo presidente do Fed (Federal Reserve), o banco central dos Estados Unidos. O nome escolhido foi o de Kevin Warsh, ex-diretor da entidade monetária e ex-assessor de Trump para políticas econômicas.
Nascido no estado de Nova York, ele é formado em Políticas Públicas pela Universidade de Stanford. Além disso, é bacharel em Direito por Harvard, onde também se especializou em cursos de economia e regulação.
Em sua carreira, acumula passagem pelo Morgan Stanley, um dos maiores bancos de investimentos do mundo. Ele também atuou como professor na Escola de Negócios de Stanford.
Aos 55 anos, Warsh, essa é a segunda vez que o executivo vai ocupar algum cargo no Fed, considerando que ele teve cadeira na diretoria entre 2006 e 2011. Ele é um defensor da redução da taxa de juros, um dos principais pontos de contestação de Trump diante da atual composição do Fed.
“Juros mais baixos, combinados com o tipo de revolução tecnológica que as políticas do presidente permitiram, com o enorme volume de investimentos que está acontecendo na economia doméstica e vindo do exterior, são a semente da nossa revolução de produtividade”, afirmou ele em entrevista recente à Fox News.
O indicado é bastante conhecido no mundo financeiro, considerando que já foi assessor do ex-presidente George W. Bush. Ele também já compôs o Conselho de Governadores do Fed, cargo que ocupava durante a crise de 2008, que afetou o mercado global.
Warsh venceu uma corrida que tinha ao menos outros três candidatos, embora nenhum deles tenha sido oficializado pela Casa Branca. Os outros cotados eram Kevin Hassett, Christopher Waller e Rick Rieder.
“Conheço Kevin há muito tempo e não tenho dúvidas de que ele será lembrado como um dos grandes presidentes do Fed, talvez o melhor”, escreveu Trump.
Conforme praxe, o nome de Kevin deve ser aprovado pelo Senado dos Estados Unidos, o que ainda não tem data para acontecer. O partido de Trump tem ampla maioria na Casa, então é bastante provável que a indicação receba aval dos congressistas.
Se tudo der certo, o novo presidente deve assumir a vaga em 15 de maio, quando acaba o mandato de Jerome Powell. No entanto, o atual presidente deve permanecer no alto escalão do Fed até 2028, conforme preveem as regras da entidade.
Depois da indicação do novo presidente, o dólar reagiu de forma satisfatória, conforme dados dos monitores de câmbio. Por volta das 11h, a moeda norte-americana registrava uma valorização de 0,45% frente ao real brasileiro, cotada em R$ 5,21.
No mesmo período, o índice DXY, que acompanha a força da divisa no mundo, indica crescimento de quase 0,5% no dia. Só nos últimos cinco dias, a queda havia sido de quase 2%.
O movimento interrompe uma sequência de quedas que o dólar vinha enfrentando ao longo desta semana. Segundo analistas, isso mostra que o mercado entende que a aposta de Trump foi na linha mais institucional, mantendo a credibilidade que o Fed tem ao redor do mundo.
“Warsh, ex-governador do Fed de 2006 a 2011, defende cortes de juros, mas é conhecido por ter historicamente uma postura ‘hawkish’, o que diminui a visão de risco de captura política total do Banco Central, diferentemente do que Rieder ou Hassett poderiam representar. A expectativa de uma postura mais dura, porém, pode pressionar no curto prazo papéis de crescimento e tech via expectativa de custos mais altos”, analisa Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.
Veja a lista de companhias brasileiras que podem garantir uma boa renda passiva
Einar Rivero, CEO da Elos Ayta, elabora estudo que aponta quais ações brasileiras mais se deram bem nos últimos 3 anos.