Por que taxas no Tesouro Direto estão travadas apesar de Selic caindo em breve?

Mercado de juros no Brasil segue pressionado com novos diretores chegando ao Banco Central, avalia analista.

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Publicado em 05/02/2026 às 17:46h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 05/02/2026 às 17:46h Atualizado 1 minuto atrás por Lucas Simões
Questões políticas aumentam incertezas, apesar de cortes na taxa básica de juros estarem na mesa (Imagem: Shutterstock)
Questões políticas aumentam incertezas, apesar de cortes na taxa básica de juros estarem na mesa (Imagem: Shutterstock)
A ansiedade dos investidores de renda fixa em querer que as taxas praticadas no Tesouro Direto recuem rapidamente não está escrita, após a última ata do Copom (Comitê de Política Monetária) praticamente confirmar que a taxa Selic finalmente cairá do trono dos 15% ao ano.
Todavia, a realidade que se impõe nesta quinta-feira (5) é de praticamente marasmo nos juros compostos pagos pelos títulos públicos, apenas com queda pontual na remuneração do Tesouro Prefixado 2032, diante do mais recente leilão de dívida pública com investidores institucionais (os bancões).
Olhando para os vencimentos mais longos disponíveis aos investidores pessoa física, o Tesouro IPCA+ 2050 teve ligeiro avanço na remuneração, saindo de IPCA+ 6,95% ao ano na véspera para os atuais IPCA+ 6,96% ao ano. Em compensação, seu preço unitário cedeu de R$ 893,98 para R$ 892,28.
Logo, em um cenário que deveria promover queda das taxas longas e valorização na marcação a mercado, o que se tem é cautela. Na visão do analista Rafael Passos, da gestora Ajax Asset, isso se deve a uma série de fatores, mas, em especial, ao mercado de juros pressionado diante do receio dos novos nomes do governo Lula para comandar diretorias no Banco Central. 
"Também entra no risco o plano do Ministério da Fazenda em equiparar operações com criptomoedas lastreadas no dólar às de câmbio para fins de incidência do IOF. Falando de gastos nas contas públicas, ganha força a tendência de veto ao reajuste acima do teto para servidores do Congresso Nacional", pondera o especialista.

Acompanhe a seguir os preços e as rentabilidades dos títulos públicos no Tesouro Direto na tarde do dia 5 de fevereiro de 2026:

Títulos pré-fixados

  • Tesouro Prefixado 2029 = Aporte mínimo de R$ 7,08 (Rentabilidade: 12,75% ao ano)
  • Tesouro Prefixado 2032 = Aporte mínimo de R$ 4,79 (Rentabilidade: 13,39% ao ano)
  • Tesouro Prefixado com juros semestrais 2037 = Aporte mínimo de R$ 8,19 (Rentabilidade: 13,62% ao ano)

Títulos pós-fixados

  • Tesouro Selic 2031 = Aporte mínimo de R$ 182,55 (Rentabilidade: Selic + 0,099% ao ano)

Títulos indexados à Inflação

  • Tesouro IPCA+ 2032 = Aporte mínimo de R$ 28,66 (Rentabilidade: IPCA + 7,56% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2040 = Aporte mínimo de R$ 16,64 (Rentabilidade: IPCA + 7,29% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2050 = Aporte mínimo de R$ 8,92 (Rentabilidade: IPCA + 6,96% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2037 (com juros semestrais) = Aporte mínimo de R$ 41,85 (Rentabilidade: IPCA + 7,47% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2045 (com juros semestrais) = Aporte mínimo de R$ 41,17 (Rentabilidade: IPCA + 7,25% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2060 (com juros semestrais) = Aporte mínimo de R$ 41,20 (Rentabilidade: IPCA + 7,12% ao ano)

Títulos para aposentadoria extra

  • Tesouro Renda+ 2030 = Aporte mínimo de R$ 18,91 (Rentabilidade: IPCA + 7,25% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2035 = Aporte mínimo de R$ 13,69 (Rentabilidade: IPCA + 7,09% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2040 = Aporte mínimo de R$ 9,97 (Rentabilidade: IPCA + 6,97% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2045 = Aporte mínimo de R$ 7,28 (Rentabilidade: IPCA + 6,89% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2050 = Aporte mínimo de R$ 5,27 (Rentabilidade: IPCA + 6,86% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2055 = Aporte mínimo de R$ 3,78 (Rentabilidade: IPCA + 6,87% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2060 = Aporte mínimo de R$ 2,69 (Rentabilidade: IPCA + 6,89% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2065 = Aporte mínimo de R$ 1,91 (Rentabilidade: IPCA + 6,92% ao ano)

Títulos para custear estudos

  • Tesouro Educa+ 2027 = Aporte mínimo de R$ 35,59 (Rentabilidade: IPCA + 7,67% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2028 = Aporte mínimo de R$ 33,18 (Rentabilidade: IPCA + 7,60% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2029 = Aporte mínimo de R$ 30,95 (Rentabilidade: IPCA + 7,57% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2030 = Aporte mínimo de R$ 28,90 (Rentabilidade: IPCA + 7,54% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2031 = Aporte mínimo de R$ 27,05 (Rentabilidade: IPCA + 7,51% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2032 = Aporte mínimo de R$ 25,35 (Rentabilidade: IPCA + 7,48% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2033 = Aporte mínimo de R$ 23,79 (Rentabilidade: IPCA + 7,44% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2034 = Aporte mínimo de R$ 22,35 (Rentabilidade: IPCA + 7,40% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2035 = Aporte mínimo de R$ 20,97 (Rentabilidade: IPCA + 7,37% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2036 = Aporte mínimo de R$ 19,63 (Rentabilidade: IPCA + 7,34% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2037 = Aporte mínimo de R$ 18,40 (Rentabilidade: IPCA + 7,30% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2038 = Aporte mínimo de R$ 17,23 (Rentabilidade: IPCA + 7,26% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2039 = Aporte mínimo de R$ 16,17 (Rentabilidade: IPCA + 7,21% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2040 = Aporte mínimo de R$ 15,18 (Rentabilidade: IPCA + 7,17% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2041 = Aporte mínimo de R$ 14,24 (Rentabilidade: IPCA + 7,12% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2042 = Aporte mínimo de R$ 13,36 (Rentabilidade: IPCA + 7,07% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2043 = Aporte mínimo de R$ 12,43 (Rentabilidade: IPCA + 7,04% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2044 = Aporte mínimo de R$ 11,70 (Rentabilidade: IPCA + 7,00% ao ano)