Pé-de-Meia gringo? Governo Trump lança contas de investimentos para bebês com saldo de R$ 5,2 mil

Programa prevê depósito inicial de US$ 1 mil para crianças nascidas até 2028.

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Publicado em 28/01/2026 às 19:12h - Atualizado 5 minutos atrás Publicado em 28/01/2026 às 19:12h Atualizado 5 minutos atrás por Wesley Santana
Depósitos adicionais serão feitos por pais e por empresas (Imagem: Shutterstock)
Depósitos adicionais serão feitos por pais e por empresas (Imagem: Shutterstock)

Nesta quarta-feira (28), o governo Trump regulamentou a abertura de contas de investimentos para bebês. A ideia é que os pais usem a ferramenta para apostar no futuro de seus filhos, com apoio das empresas nas quais trabalham.

O governo promete fazer depósitos iniciais de US$ 1 mil nas contas, com o objetivo de incentivar a abertura dos cadastros. O benefício será concedido aos bebês nascidos entre 2025 e 2028, conforme anúncio do chefe da Casa Branca.

Mesmo sem aportes adicionais, a expectativa é que o valor depositado pelo governo chegue a US$ 5,8 mil quando os beneficiários atingirem a maioridade. Caso haja uma contribuição de US$ 5 mil por ano, o montante arrecadado será de US$ 1 milhão em 18 anos, conforme expectativa da equipe do governo federal.

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“Daqui a décadas, acredito que as contas Trump serão lembradas como uma das inovações de política pública mais transformadoras de todos os tempos”, disse o presidente americano no evento em Washington. “[O impacto será medido] não apenas na riqueza criada; será visto em jovens comprando casas que jamais teriam sequer sonhado em comprar. Será visto em diplomas obtidos, empresas fundadas, famílias formadas e mais bebês nascendo”, complementou.

As crianças nascidas antes de 2025 também poderão abrir as contas, mas não terão direito ao benefício inicial de mil dólares. O cadastro pode ser feito por um dos dois pais, sendo que um dos pré-requisitos é que os solicitantes sejam cidadãos norte-americanos e tenham número de Seguro Social.

As contas de investimentos são lançadas em um momento em que a inflação pressiona o orçamento das famílias, que se veem impossibilitadas de fazer coisas básicas. Por isso, o objetivo é abrir caminho para que, quando completem 18 anos, os jovens possam ter uma vida financeira mais estruturada.

No Brasil, a população já conta com opções parecidas, que variam de acordo com a renda familiar das crianças. Atualmente, há o programa Pé-de-Meia, que dá até R$ 9,2 mil aos estudantes que frequentam a escola no ensino médio.

Além disso, o Tesouro Direto oferece a categoria Educamais, em que a família pode aplicar em títulos públicos que vencem em uma data futura determinada. Embora a opção seja indicada para guardar dinheiro para a universidade, o dinheiro é liberado no tempo previsto, sem necessidade de comprovação do destino.