Nicolás Maduro é capturado após ataques dos EUA na Venezuela, diz Trump

Governo americano diz ter deposto o ditador venezuelano do Poder, retirando ele e sua esposa do país.

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Publicado em 03/01/2026 às 10:14h - Atualizado 17 horas atrás Publicado em 03/01/2026 às 10:14h Atualizado 17 horas atrás por Lucas Simões
EUA acusam Nicolás Maduro de chefiar narcoestado (Imagem: Shutterstock)
EUA acusam Nicolás Maduro de chefiar narcoestado (Imagem: Shutterstock)
O presidente americano Donald Trump anunciou neste sábado (3) que os Estados Unidos orquestraram um ataque de larga escala na Venezuela que culminou na captura e deposição do ditador Nicolás Maduro do comando do país sul-americano, que ostenta a maior reserva de petróleo confirmada do mundo.
"Os Estados Unidos da América conduziram com sucesso um ataque de larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, quem, juntamente com sua esposa, foi capturado e retirado do país. A operação foi realizada em conformidade com a legislação americana", publicou Trump nesta manhã na rede social Truth Social.
Apesar de mais detalhes oficiais não terem sido revelados por autoridades americanas, a imprensa internacional dá conta de que a operação militar que resultou na derrubada de Maduro teve apoio da unidade de elite Delta Force do Exército dos EUA. Não há informações sobre o número de feridos e mortos.
Por sua vez, autoridades venezuelanas contabilizam bombardeios feitos pelo governo Trump na fortaleza Tiuna, situada na capital do país, Caracas. Outros ataques das forças americanas também foram reportados nas províncias de Miranda, Aragua e Guaira, segundo o ministro da Defesa, Padriño Lopez.
Quem deve assumir o controle do governo na Venezuela é a atual vice-presidente, Delcy Rodriguez, seguindo a ordem constitucional republicana. A sucessora de Maduro já veio a público na TV venezuelana solicitar prova de vida do então ditador ao governo Trump, que alega ter capturado Maduro e sua esposa, retirando-os do país.
A principal líder da oposição na Venezuela, Maria Corina Machado, que recentemente ganhou o Prêmio Nobel da Paz, ainda não se posicionou oficialmente, mas analistas políticos consideram que ela requisite a realização de novas eleições.
Por sua vez, o governo brasileiro já anunciou que fará uma reunião de emergência ainda hoje para discutir a situação na Venezuela, país vizinho que faz fronteira, principalmente, com o estado brasileiro de Roraima, o qual já vive os reflexos de ondas migratórias de refugiados venezuelanos.