🚨 A Receita Federal do Brasil realiza um rastreamento interno para verificar se houve eventual quebra de sigilo fiscal envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e cerca de 100 familiares.
A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo neste domingo (15).
Segundo o jornal, o pedido de análise partiu do ministro Alexandre de Moraes e abrange dados de pais, filhos, irmãos e cônjuges dos dez integrantes da Corte.
De acordo com pessoas ouvidas pela reportagem sob condição de anonimato, a apuração envolve cerca de 8 mil procedimentos de checagem. Os dados estariam distribuídos em aproximadamente 80 sistemas diferentes da Receita, o que pode tornar o processo mais demorado.
Relatórios sob sigilo
Ainda segundo a publicação, os relatórios já concluídos estariam sendo encaminhados diretamente ao gabinete de Moraes.
Em nota à Folha, a Receita afirmou que não comenta demandas judiciais para preservar o sigilo das informações.
“Esse processo está sob sigilo de Justiça, só cabe ao STF qualquer autorização de divulgação”, informou o órgão. A Receita também destacou que recebe diversas solicitações judiciais e não se manifesta por conta do sigilo tributário e, em muitos casos, judicial.
Contexto das investigações
O pedido teria sido feito no âmbito do inquérito das fake news, instaurado em 2019 para apurar ataques contra integrantes do Supremo.
A movimentação ocorre em meio à crise relacionada à liquidação do Banco Master, que ganhou novos desdobramentos após a Polícia Federal encaminhar relatório ao presidente do STF, Edson Fachin, levando o ministro Dias Toffoli a deixar a relatoria do caso.
Segundo a Folha, há discussões entre ministros sobre a possibilidade de investigar eventuais condutas da própria Polícia Federal e da Receita no âmbito da Corte.