LCAs e LCIs ainda renderão 1% ao mês em 2026; entenda as condições
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🚨 O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançou 0,3% em maio de 2025, na comparação com abril, impulsionado pelo desempenho do setor de serviços, segundo dados divulgados nesta terça-feira (15) pelo Monitor do PIB, elaborado pelo Ibre/FGV.
No comparativo anual, a atividade econômica nacional cresceu 3,9% frente a maio de 2024.
Ao considerar o trimestre encerrado em maio, o crescimento acumulado do PIB foi de 3%, enquanto no acumulado de 12 meses, a expansão econômica alcançou 3,4%.
“O desempenho do setor de serviços é o principal responsável pelo crescimento de 0,3% da economia em maio, com registro de taxas positivas em praticamente todas as atividades, à exceção do comércio”, explicou Juliana Trece, coordenadora do Monitor do PIB-FGV.
A análise da FGV mostra que, embora o setor de serviços tenha avançado 2,1% no trimestre móvel encerrado em maio, os outros dois grandes setores da economia — agropecuária e indústria — apresentaram desempenho negativo no mês.
Esse descompasso entre os setores reforça a importância do segmento de serviços na sustentação da economia brasileira em 2025, sobretudo diante das adversidades enfrentadas pelo agronegócio e pela indústria de transformação.
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Outro destaque positivo foi o consumo das famílias, que avançou 2,1% no trimestre móvel findo em maio.
De acordo com a coordenadora da pesquisa, esse dado evidencia a resiliência da demanda doméstica, sustentada por mercado de trabalho ainda aquecido e transferências sociais.
A formação bruta de capital fixo (FBCF), indicador que mede os investimentos em máquinas, equipamentos e construção, também mostrou sinais de recuperação.
Após dois meses de retração, a FBCF registrou alta de 6,9% no mesmo período, sugerindo retomada nos aportes produtivos.
As exportações cresceram pelo terceiro mês consecutivo, com expansão próxima de 1% em maio. Já as importações apresentaram crescimento mais expressivo, de 5,1%, ainda que estejam em trajetória de desaceleração.
Segundo a FGV, essa desaceleração está associada à redução nas taxas de crescimento das compras de bens de capital e de consumo, o que pode refletir o ajuste do setor produtivo às condições de crédito mais restritivas e ao ambiente fiscal incerto.
💲 Em valores correntes, o PIB acumulado até maio foi estimado em R$ 5,084 trilhões. A taxa de investimento ficou em 19,6%, um dado relevante para medir a capacidade de expansão da economia no médio e longo prazo.
O Monitor do PIB da FGV é considerado uma prévia da tendência das Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, utilizando fontes e metodologia similares ao índice oficial, mas com divulgação mensal mais ágil, servindo como um termômetro do ritmo da atividade econômica no Brasil.
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