Ministro Flávio Dino, do STF, barra super-salários nos Três Poderes

A medida derruba o reajuste a servidores avaliado em R$ 790 milhões, aprovado no Congresso Nacional.

Author
Publicado em 05/02/2026 às 16:38h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 05/02/2026 às 16:38h Atualizado 1 minuto atrás por Lucas Simões
Segundo o ministro, não há base legal para o pagamento dos penduricalhos (Imagem: Rosinei Coutinho/STF)
Segundo o ministro, não há base legal para o pagamento dos penduricalhos (Imagem: Rosinei Coutinho/STF)
Os chamados "penduricalhos", responsáveis pelos supersalários que bancam a vida dos políticos, juízes e servidores públicos da alta cúpula, sofrem um revés temporário. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu tais pagamentos nos Três Poderes nesta quinta-feira (5).
Ou seja, o funcionalismo público que atua no Executivo, Legislativo e Judiciário terá barrado o pagamento dos penduricalhos, benefícios que correm fora do salário base e que descumprem o teto remuneratório constitucional, de R$ 46,3 mil. 
“Apenas parcelas indenizatórias expressamente previstas em lei podem ficar fora do teto, conforme entendimento já consolidado pelo STF”, informa nota da assessoria de Dino.
A determinação do ministro da Suprema Corte veio em resposta à reclamação movida pela Associação dos Procuradores Municipais do Litoral Centro Sul do Estado de São Paulo.
Ficou estabelecido que, em até 60 dias, órgãos de todos os níveis da Federação do Brasil revisarão as verbas pagas e suspenderão aquelas que não possuam base legal. Além disso, sobrou até para o Congresso Nacional, que recentemente aprovou reajuste a servidores orçado em R$ 790 milhões
A manobra dos políticos em Brasília foi justamente a de oferecer uma gratificação por produtividade, valor que poderia até dobrar o salário do servidor conforme a avaliação final, portanto, o teto constitucional seria elevado para R$ 48,2 mil. 
Enquanto isso, o Ibovespa operava em alta nesta quinta-feira (5), acima dos 183 mil pontos, puxado pelos resultados fortes do Itaú (ITUB4). Por sua vez, o Banco do Brasil (BBAS3) cedia -1,60%, estatal responsável pelos pagamentos dos servidores públicos nos Três Poderes.