Itaú (ITUB3) sobe mais de 2% no Ibovespa; veja as maiores altas
O banco anunciou o pagamento de R$ 23,4 bilhões em dividendos e JCP na última quinta-feira (27).
Em teleconferência de resultados feita durante a manhã desta quinta-feira (5), a direção do Itaú (ITUB4) comemorou o balanço financeiro divulgado na véspera, que mostrou um lucro de R$ 47 bilhões ao longo de 2025.
Durante sua fala, o vice-presidente financeiro, Gabriel Moura, classificou o ano passado como “excelente”. “Eu tinha mencionado para vocês que a gente tinha tido um ótimo 2024, eu acho que a gente teve um excelente 2025, e eu acho que a gente nunca esteve tão preparado para começar um ano como a gente começa em 2026”, disse.
Para além do lucro, que foi o maior da história, ele também comentou sobre outros detalhes do balanço que foram importantes para o banco. É o caso da inadimplência, que se manteve estável com o passar dos trimestres.
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“Se a gente fala do Brasil, pessoa física, no atraso superior a 90 dias, vocês veem a impressionante marca: a gente passou o ano todo estável em 3,6%, mesmo com o importante crescimento de carteira”, disse Moura.
Nesta quinta, as ações do Itaú abriram o pregão com alta superior a 2%. Por volta das 12h, os papéis superavam o patamar de R$ 45,60, conforme dados da B3, que já é o maior da história.
O relatório desta quinta foi suficiente para que os analistas revissem suas projeções para o banco laranja. O time da XP Investimentos, por exemplo, manteve a recomendação de compra para os papéis e elevou o preço-alvo de R$ 45 para R$ 51.
O novo número representa um potencial upside de quase 15% em relação ao preço atual, conforme destaca o relatório. Para os analistas, o bom desempenho da instituição financeira mostra que a diversificação das receitas a tem posicionado entre os melhores do setor.
"O Itaú entregou um sólido 4T25, com resultados em linha com as expectativas e ROE acima de 24%. O NII permaneceu resiliente, apoiado pela margem com clientes, enquanto o NII Mercado veio ligeiramente mais fraco, atuando como o principal vento contrário para a receita. As receitas de serviços apresentaram bom desempenho, reforçando a diversificação de top line, enquanto a disciplina de custos continuou a sustentar a eficiência, e a qualidade dos ativos se manteve saudável”, escreveram Bernardo Guttmann e Matheus Guimarães.
O banco anunciou o pagamento de R$ 23,4 bilhões em dividendos e JCP na última quinta-feira (27).
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