Itaú aposta em 4 ETFs longos para aproveitar ciclo de queda de juros

Fundos têm taxa a partir de 0,2% ao ano, aplicação mínima de R$ 50 e acompanham IPCA e prefixados.

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Publicado em 25/02/2026 às 18:08h - Atualizado 3 minutos atrás Publicado em 25/02/2026 às 18:08h Atualizado 3 minutos atrás por Wesley Santana
Banco já soma mais de 30 produtos deste modelo listados na B3 (Imagem: Shutterstock)
Banco já soma mais de 30 produtos deste modelo listados na B3 (Imagem: Shutterstock)

Nos últimos meses, diversas gestoras de investimentos lançaram novas opções de ETFs na bolsa brasileira. Pioneira neste segmento, a Itaú Asset, braço de gestão de fundos do Itaú Unibanco (ITUB4), anunciou quatro novos produtos aos investidores brasileiros, todos de renda fixa. 

Três dos quatro produtos são fundos de índices atrelados ao Tesouro IPCA+, composto por títulos vinculados à inflação oficial. TD3511, TD5011 e TD6011 abrem caminho para que os investidores invistam em títulos públicos que vencem em 2035, 2050 e 2060, respectivamente.

Os fundos de investimentos contam com uma taxa de 0,2% ao ano, que é repassada às empresas responsáveis pela gestão e operação deles. Além disso, sobre o o ganho de capital, indice 15% de Imposto de Renda, conforme prevê as regras tributárias brasileiras. 

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O grande diferencial é que não há pagamento de come-cotas, nem IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). O Itaú informa que são permitidos investimendos a partir de R$ 50.

A outra opção é o It Now TEVA ITBR (5PRE11) que é composto por uma cesta de vários títulos prefixados com duração média bem mais curta, de apenas cinco anos. O ETF segue as mesmas regras dos anteriores, mas conta com taxa de administração mais alta, de 0,25% ao ano.

“O Índice é rebalanceado mensalmente, no primeiro dia útil de cada mês e pondera os Títulos do Índice mais curtos e mais longos, atribuindo um peso igual para cada Título do Índice. Dessa forma, o Índice busca um prazo médio da carteira constante de 5 (cinco) anos em seus rebalanceamentos mensais”, diz a gestora. 

Com as novidades, o Itaú passa a ter 34 ETFs na B3, entre produtos de renda fixa e variável. O mais conhecido é o BOV11, que acompanha o movimento do Ibovespa (IBOV), principal índice do mercado acionário brasileiro. 

“Nossos estudos identificaram que determinados produtos se beneficiam dos ciclos de queda de juros. Sentíamos que existia um gap dentro da nossa prateleira de um produto com exposição mais longa e esses ETFs resolvem isso”, explica Renato Eid, superintendente de estratégias indexadas e investimento responsável da Itaú Asset.