INSS reajusta benefícios acima do mínimo em 3,9%; veja novos valores

Teto nacional também subiu em 2026, passando para R$ 8.475, segundo o Planalto.

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Publicado em 12/01/2026 às 11:25h - Atualizado 18 horas atrás Publicado em 12/01/2026 às 11:25h Atualizado 18 horas atrás por Wesley Santana
Novo formato de correção está nas regras do arcabouço fiscal (Imagem: Shutterstock)
Novo formato de correção está nas regras do arcabouço fiscal (Imagem: Shutterstock)

O governo federal decidiu que os aposentados e pensionistas que recebem acima do salário mínimo terão um reajuste menor neste ano. Segundo dados publicados no Diário Oficial da União, esse grupo de beneficiários terá seu salário corrigido em 3,9%.

A alíquota de referência é o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que variou nessa proporção durante o ano de 2025. O valor é menor que o da inflação oficial, que, segundo dados preliminares, deve encerrar o ano por volta de 4,3%.

Com isso, o reajuste também altera o piso dos saldos pagos pelo INSS no Brasil, que sobe de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55. O valor serve tanto para aposentados quanto para pensionistas, além de outros benefícios pagos pela instituição vinculada ao governo federal.

Segundo cálculos do INSS, cerca de 12 milhões de pessoas serão beneficiadas com o reajuste, mesmo que ele seja menor que a inflação. Os pagamentos com a nova faixa serão feitos a partir de fevereiro, quando vence o exercício de janeiro.

A decisão vem depois que o governo aumentou o salário mínimo em 6,7%, para R$ 1.621. Esse é agora o piso nacional para qualquer trabalhador de carteira assinada, bem como para os beneficiários do INSS.

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Reajuste pelo proporcional

O governo também informou que a correção total serve para quem é beneficiário do INSS desde janeiro do ano passado. Quem passou a receber o saldo durante o ano deve ter seu salário corrigido proporcionalmente, conforme tabela a seguir:

  • Janeiro: 3,90%
  • Fevereiro: 3,90%
  • Março: 2,38%
  • Abril: 1,86%
  • Maio: 1,38%
  • Junho: 1,02%
  • Julho: 0,79%
  • Agosto: 0,58%
  • Setembro: 0,79%
  • Outubro: 0,27%
  • Novembro: 0,24%
  • Dezembro: 0,21%

Segundo as regras do arcabouço fiscal, que visa conter o avanço da dívida pública, as aposentadorias e pensões acima do salário mínimo seguem um índice alternativo da inflação. Para isso, foi escolhido o INPC, que, diferentemente do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, que é da inflação oficial), engloba um número menor de itens na cesta de pesquisa.

Novas alíquotas de contribuição

Nestes primeiros dias do ano, também foi atualizada a tabela de contribuição do INSS, que varia conforme a renda do trabalhador. Os valores se situam entre 7,5% e 14% do salário mensal, conforme regra que é aplicada em todo o país.

  • 7,5% do salário de quem recebe até R$ 1.621;
  • 9% do salário de quem recebe entre R$ 1.621,01 e R$ 2.902,84;
  • 12% do salário de quem recebe entre R$ 2.902,85 e R$ 4.354,27;
  • 14% do salário de quem recebe acima de R$ 4.354,28.