Guerra contra o Irã pode se estender por quatro semanas, afirma Trump

Em entrevista à revista The Atlantic, Trump afirmou que Teerã sinalizou disposição para retomar negociações sobre o programa nuclear.

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Publicado em 01/03/2026 às 18:32h - Atualizado Agora Publicado em 01/03/2026 às 18:32h Atualizado Agora por Matheus Silva
Em pronunciamento, ele incentivou a população iraniana a se manifestar contra o regime (Imagem: Shutterstock)
Em pronunciamento, ele incentivou a população iraniana a se manifestar contra o regime (Imagem: Shutterstock)
🚨 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ao jornal britânico Daily Mail que o conflito com o Irã deve durar cerca de quatro semanas. Segundo ele, esse sempre foi o prazo estimado pela Casa Branca para a campanha militar iniciada no sábado (28).
“Sempre foi um processo de quatro semanas. Calculamos que levaria cerca de quatro semanas. É um país grande, levará quatro semanas — ou menos”, declarou ao jornal.
Apesar da ofensiva, Trump disse continuar aberto ao diálogo com a nova liderança iraniana. Em entrevista à revista The Atlantic, afirmou que Teerã sinalizou disposição para retomar negociações sobre o programa nuclear.
“Eles querem conversar, e eu concordei em conversar, então vou falar com eles. Deveriam ter feito isso antes”, disse. Questionado sobre quando ocorrerá o contato, respondeu apenas que não poderia detalhar.

Mortes na cúpula iraniana e possível mudança interna

Trump afirmou ainda que parte dos negociadores iranianos envolvidos em tratativas recentes morreu nos ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel.
“A maioria dessas pessoas se foi. Algumas das pessoas com quem estávamos lidando se foram, porque foi um grande golpe”, declarou.
O presidente também mencionou a possibilidade de mudanças internas no Irã, citando relatos de manifestações e comemorações em cidades iranianas e entre comunidades no exterior. Ainda assim, classificou a situação como “muito perigosa”, ressaltando que os combates continuam.

Omã atua como mediador

O chanceler de Omã, Badr Albusaidi, informou que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, manifestou abertura para “esforços sérios” de redução de tensões. Omã tem desempenhado papel de mediador nas negociações nucleares entre Washington e Teerã.
Albusaidi defendeu um cessar-fogo e a retomada do diálogo em termos que atendam às demandas das partes envolvidas.
Os ataques lançados por Estados Unidos e Israel deixaram 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana com base em dados da Crescente Vermelho. Explosões foram registradas em Teerã e em outras cidades.
Em retaliação, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio. O Exército dos EUA informou que não houve militares feridos e classificou os danos como “mínimos”.
O Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, foi fechado por motivos de segurança, segundo a agência iraniana Tasnim.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que comandantes da Guarda Revolucionária e autoridades ligadas ao programa nuclear foram mortos e que “milhares de alvos” ainda poderão ser atingidos. Em pronunciamento, ele incentivou a população iraniana a se manifestar contra o regime.
⚠️ O conflito, agora oficialmente reconhecido por Washington como operação de grande escala, segue sem previsão clara de encerramento, embora Trump estime que a fase principal da campanha dure até quatro semanas.