🏠O governo federal estabeleceu uma meta considerada agressiva para o Minha Casa, Minha Vida em 2026. A intenção é contratar 1 milhão de novas unidades habitacionais ao longo do próximo ano, segundo afirmou Augusto Rabelo, secretário Nacional de Habitação, durante o Real Estate Conference realizado na sede da XP Investimentos, em São Paulo, nesta terça-feira (20).
De acordo com o secretário, esse volume representa o que falta para que o governo do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva alcance o objetivo de
3 milhões de unidades contratadas ao longo do terceiro mandato.
O número considera todas as modalidades do programa, incluindo FGTS, FGTS Urbano, FAR, Entidades e Rural.
Financiamentos devem concentrar maior parte da meta
Assim como ocorreu em anos anteriores, a maior parcela das contratações previstas para 2026 deve vir das linhas não subsidiadas, especialmente dos financiamentos habitacionais. A expectativa do governo é fechar cerca de 850 mil novos contratos nessa categoria.
Se o volume for atingido, o resultado representará um crescimento anualizado próximo de 25% em relação aos quase 690 mil financiamentos registrados em 2025.
Para Rabelo, embora desafiadora, a meta é considerada viável diante do atual apetite do mercado imobiliário. “A meta não é impossível. A prova disso é que o mercado está interessado e com disposição”, afirmou o secretário durante o evento.
Faixas mais baixas seguem como motor do programa
Segundo Rabelo, o crescimento do Minha Casa, Minha Vida continuará sendo puxado principalmente pelas Faixas 1 e 2, que atendem famílias de menor renda.
Ainda assim, a expectativa é de que as Faixas 3 e 4 ganhem participação gradualmente ao longo de 2026.
Na avaliação do secretário, a Faixa 4 tende a representar um peso um pouco maior do que no ano passado, uma vez que foi lançada apenas no início de 2025 e ainda passa por um processo de maturação.
Redirecionamento de projetos e mudanças regulatórias
Outro ponto destacado foi o movimento observado entre incorporadoras e construtoras privadas. Segundo Rabelo, agentes do setor relataram o redirecionamento de projetos que inicialmente não seriam enquadrados no Minha Casa, Minha Vida para dentro do programa.
Esse movimento ocorre em meio à percepção positiva sobre a nova política habitacional do governo federal, que prevê a remoção gradual do recolhimento compulsório de 20% da caderneta de poupança ao Banco Central do Brasil.
Além disso, as mudanças recentes nas regras do Sistema Financeiro da Habitação, fora do escopo do Minha Casa, Minha Vida, ampliam as opções de crédito para famílias com renda acima de R$ 12 mil.
Para o secretário, esse novo ambiente cria uma camada adicional de oportunidades de financiamento e captação de recursos.
📊 Na prática, o setor passa a enxergar a possibilidade de atuar simultaneamente dentro e fora do programa habitacional, ajustando produtos e estratégias para diferentes perfis de renda e ampliando o leque de atuação no mercado imobiliário.