FII de escritórios com dividendos acima da média vira queridinho do BTG
Fundo imobiliário vive momento de reciclagem de suas propriedades corporativas e tem potencial de valorização.
Depois que o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) entrou com pedido de recuperação extrajudicial, um fundo imobiliário logo sentiu impacto no preço de suas cotas. Foi o Tellus Properties (TEPP11), que tem mais de 20% da sua receita exposta ao varejista.
Embora esse seja um índice alto, ele representa apenas um imóvel que está locado para o grupo. Trata-se do Edifício GPA, avaliado em mais de R$ 215 milhões, que abriga a sede administrativa da companhia, na capital paulista.
Apesar da atenção especial, a gestão do fundo informou que o GPA segue adimplente, com todas as suas obrigações mensais pagas. Além disso, assegurou que o contrato de aluguel possui seguro-fiança, com cobertura para atrasos de até 12 meses de aluguel e outras despesas imobiliárias.
“O acordo entre as partes prevê, ainda, outras obrigações e mecanismos para proteção dos interesses do locador. Eventuais desdobramentos envolvendo o GPA estão sendo monitorados pelo gestor, inclusive para fins de acionamento das referidas disposições contratuais”, disse a Tellus.
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Até 2024, o imóvel pertencia ao grupo de varejo, mas foi vendido ao fundo por R$ 109 milhões. O negócio se deu em uma transação de sale and leaseback, quando a venda é acompanhada de um contrato de locação -estratégia já utilizada por algumas das maiores empresas do país- com repasse mensal médio de R$ 800 mil.
Além do Edifício GPA, o FII tem participações em outros cinco imóveis em São Paulo, que complementam o portfólio do ativo. Todos eles são voltados ao setor corporativo, abrigando escritórios de diversas empresas.
Atualmente, o TEPP11 soma um valor patrimonial de R$ 474 milhões, divididos em cerca de 49,6 milhões de cotas. No balcão da bolsa, cada unidade é negociada por cerca de R$ 9 nesta quarta-feira (11).
Apesar do movimento recente de baixa, os cotistas do FII têm visto uma valorização na carteira de investimentos. No intervalo dos últimos 12 meses, o ativo acumula alta de quase 15% na B3.
Fundo imobiliário vive momento de reciclagem de suas propriedades corporativas e tem potencial de valorização.
As cotas já serão negociadas desdobradas a partir da abertura do pregão desta quinta-feira (27).