Em manifestação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que o Brasil estaria adotando uma postura equivocada ao condenar a ofensiva militar.
Na avaliação do senador, a
nota oficial do Itamaraty, que expressou “grave preocupação” com a escalada e defendeu a retomada das negociações diplomáticas, acaba sinalizando apoio político ao governo iraniano.
Ele argumentou que o país não deveria se envolver em disputas regionais nas quais não é parte direta, tampouco assumir posição que, segundo ele, favoreça um regime acusado de apoiar grupos armados e gerar instabilidade internacional.
Flávio também afirmou que política externa responsável exige clareza e prudência, sustentando que neutralidade não deve ser confundida com complacência. O parlamentar declarou solidariedade a países como Emirados Árabes Unidos e Bahrein, que relataram ataques iranianos em resposta à ofensiva inicial.
Governo reforça defesa da diplomacia
Mais cedo, o governo brasileiro divulgou nota oficial condenando os ataques e reiterando a defesa do diálogo como instrumento central para evitar o agravamento da crise. O Itamaraty pediu que as partes envolvidas respeitem o direito internacional e exerçam máxima contenção para preservar civis e infraestrutura civil.
O comunicado também informou que as representações diplomáticas brasileiras na região acompanham os desdobramentos e orientam cidadãos brasileiros quanto às medidas de segurança.
A posição do Brasil está alinhada à de outros atores internacionais que defenderam moderação e retomada das negociações diplomáticas diante da escalada militar no Oriente Médio.
Ministra também critica ofensiva
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também se manifestou publicamente contra a ação militar.
📊 Em publicação nas redes sociais, classificou a ofensiva como “irresponsável” e uma ameaça à estabilidade internacional, defendendo que conflitos dessa magnitude sejam tratados por meio de negociações e não por ações armadas.