FGC já separou recursos para pagar clientes do Will Bank, diz diretor do BC

Cerca de 7 milhões de pessoas estão na fila de ressarcimento.

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Publicado em 10/02/2026 às 15:48h - Atualizado 6 minutos atrás Publicado em 10/02/2026 às 15:48h Atualizado 6 minutos atrás por Wesley Santana
Will Bank é uma instituição financeira subsidiária do Banco Master (Imagem: Shutterstock)
Will Bank é uma instituição financeira subsidiária do Banco Master (Imagem: Shutterstock)

Quase 20 dias depois de o Banco Central decretar a liquidação do Will Bank, o FGC se prepara para começar a fazer o ressarcimento dos clientes. Os recursos para o pagamento dos correntistas já estariam separados para começar os pagamentos, conforme destacou executivo do BC.

Segundo o diretor de Normas, Gilnei Astolfi, cerca de 7 milhões de pessoas já estão na fila de pagamento. Ao que tudo indica, os saldos de contas pré-pagas serão priorizados neste primeiro momento.

“Esse é o primeiro teste relevante das contas pré-pagas. O dinheiro está reservado lá numa conta do BC e todos os clientes vão ser ressarcidos por aqueles recursos”, disse ele. “[O sistema] tem conseguido sucesso em proteger o depósito popular, com o FGC cobrindo os depositantes do Master”, continuou.

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A fala foi realizada durante um evento da Associação Brasileira de Bancos, quando Astolfi reconheceu que os pagamentos demoram para acontecer. “Demorou mais do que a gente gostaria. Não conseguimos ser efetivos, temos uma lição a aprender”, pontuou.

Atualmente, a cobertura do FGC se aplica a saldos de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, sob o teto de R$ 1 milhão. No entanto, está restrita a um grupo de ativos, como saldos em contas correntes ou poupança, aplicações em CDB e LCI, além de operações compromissadas.

Prejuízo bilionário

Nas últimas semanas, o setor financeiro vem se desdobrando para encontrar soluções para cobrir o rombo do FGC. O fundo teve de se desfazer de cerca de R$ 50 bilhões para ressarcir correntistas e investidores que tinham saldos no Banco Master e suas subsidiárias.

As entidades estão trabalhando em soluções que visem antecipar os repasses feitos pelos bancos, a fim de recompor o caixa o quanto antes. Em uma das frentes, conforme destacou reportagem do i10, o FGC propõe antecipar as contribuições feitas pelos bancos associados em até quatro anos de uma só vez.

Do lado das instituições financeiras, a proposta é que os depósitos compulsórios passem das mãos do BC para o FGC. Segundo eles, essa seria uma opção para não afetar os balanços financeiros das companhias.

Atualmente, o fundo é mantido por meio das contribuições feitas pelos bancos. Além de uma alíquota anual, eles repassam uma porcentagem das emissões de títulos realizadas como forma de assegurar o sistema.