Este ETF de mineradoras de ouro já sobe 25% só em 2026

Cotação do metal precioso supera os US$ 4,9 mil por onça-troy pela 1ª vez na história, impulsionando mineradoras.

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Publicado em 22/01/2026 às 18:36h - Atualizado Agora Publicado em 22/01/2026 às 18:36h Atualizado Agora por Lucas Simões
ETF GDXJ paga dividendos em dólar anualmente, como parte do lucro das mineradoras (Imagem: Shutterstock)
ETF GDXJ paga dividendos em dólar anualmente, como parte do lucro das mineradoras (Imagem: Shutterstock)
Não é segredo para quem está ligado no noticiário do mercado financeiro que a cotação do ouro está em pleno rali positivo em 2026. Inclusive nesta quinta-feira (22), os contratos futuros da commodity dourada com vencimento em fevereiro saltaram +1,6% na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), valendo US$ 4.913,40 por onça-troy (unidade de peso equivalente a 31 gramas).
Pela primeira vez na história, os preços do metal precioso no mercado físico também superaram a marca dos US$ 4,9 mil por onça-troy. E não para por aí. O renomado banco americano Goldman Sachs (GS) projeta que a cotação do ouro chegará a US$ 5,4 mil por onça-troy até o final do ano.
Existem diversas formas de os investidores adicionarem o ouro à carteira, desde a aplicação direta em contratos futuros de ouro ou ETFs que espelhem tais derivativos, caso do famoso GOLD11, negociado aqui mesmo na bolsa de valores brasileira. Lá fora, o maior ETF do mundo a replicar a cotação do metal precioso é o IAU, que nos últimos 12 meses se valorizou +72% em dólares.
Todavia, uma das alternativas mais rentáveis e diversificadas de se expor ao ouro é mediante o VanEck Junior Gold Miners ETF (GDXJ), investimento que aplica o dinheiro dos cotistas em quase 100 mineradoras de ouro júnior ao redor do mundo com alto potencial de crescimento.
Apenas em 2026, as cotas do ETF GDXJ acumulam valorização de +25%, bem acima dos +14% entregues pelo renomado ETF IAU, ambos listados na bolsa de valores americana. Fora que apenas o ETF GDXJ paga dividendos em dólar anualmente aos cotistas, como parte da distribuição de lurcros das mineradoras em sua carteira. Nem contratos futuros de ouro e nem barras físicas do metal dourado geram renda passiva aos investidores.
As tensões geopolíticas desencadeadas pelo governo Trump devem continuar empurrando os investidores globais e bancos centrais mundo afora a correrem em direção a investimentos atrelados ao ouro, um ativo historicamente conhecido como porto seguro em tempos de incertezas econômicas. 
Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido US$ 1 mil há dez anos no ETF GDXJ, que aplica nas mineradoras de ouro, você teria hoje US$ 8.801,66, já considerando o reinvestimento dos dividendos em dólar. A simulação também aponta que o ETF IAU, que aplica em contratos futuros de ouro, retornaria US$ 4.180,67 nas mesmas condições.