Os eleitores em Portugal vão às urnas neste domingo (8) para definir o resultado do segundo turno, em que disputam o candidato ultradireitista André Ventura (Partido Chega) e o candidato moderado António José Seguro (Partido Socialista).
Até o momento, os dados mais recentes sobre a opinião dos eleitores portugueses apontam que o candidato socialista tem ampla vantagem, podendo arrematar até 60% dos votos. Apesar da derrota contratada, Ventura deve sair das eleições presidenciais com amplo capital político.
Como líder da legenda Chega, o ex-comentarista esportivo alçou o seu partido anti-imigrantes ao posto de segunda maior política no Parlamento português. Todavia, Ventura possui uma taxa de rejeição de 60% dos eleitores, bem acima do rival mais moderado.
Atualmente, o cargo da presidência portuguesa é ocupado há quase uma década por Marcelo Rebelo de Sousa, de centro-direita. Ele ficou marcado por uma postura conciliadora e pela condução do país durante sucessivas crises políticas e já realizou nove visitas oficiais ao Brasil.
Para além da disputa política, pesam contra os eleitores fortes tempestades que atingem toda a Península Ibérica (territórios de Portugal e Espanha), que devem inflar a taxa de abstenção, influenciando no resultado do pleito.
Diferentemente do Brasil, o cargo de Presidente da República de Portugal não exerce função de governo, atribuição essa destinada ao primeiro-ministro, quem de fato comanda o dia-a-dia do país. Todavia, cabe ao presidente português a prerrogativa de dissolver o Parlamento e convocar novas eleições.
Assim, Portugal é um dos poucos países no mundo a adotar o sistema político do semipresidencialismo, assim como a França, em que o Poder Executivo é dividido entre as figuras do presidente e do primeiro-ministro.