2025 é o ano do ouro caro e do dólar barato; saiba o pódio dos investimentos
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.
Nesta quarta-feira (28), o dólar dos Estados Unidos renovou a cotação mínima do ano. Por volta das 12h, a moeda era negociada abaixo de R$ 5,20, um patamar recorde para os últimos 12 meses.
Neste contexto, muitos investidores buscam opções para aproveitar o momento de baixa e incluir o dólar na carteira de investimentos. No Brasil, para além das casas de câmbio tradicionais, há pelo menos três maneiras de comprar dólares para manter no portfólio, esperando uma eventual valorização.
A primeira e mais fácil é por meio das contas globais, que oferecem a possibilidade de comprar direto na tela do celular. Elas funcionam como bancos digitais que permitem converter reais em dólares.
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Os três principais produtos disponíveis no mercado brasileiro são Nomad, Wise e Astropay, que oferecem o serviço em tempo real, com taxas diferentes. As contas também dão direito a um cartão físico que pode ser usado em compras no exterior.
Uma segunda opção é por meio das stablecoins, que são criptomoedas que replicam a cotação do dólar. Neste caso, o investidor compra os ativos digitais para mantê-los na conta até decidir vendê-los.
A grande diferença é que, no Brasil, dificilmente se encontram lugares que aceitam pagamentos com criptomoedas. Por isso, essa deve ser uma estratégia mais focada em investimentos do que em gastos. Binance, Mercado Bitcoin, Foxbit, Coinbase, Bitso e Crypto são algumas das exchanges que oferecem stablecoins de dólar.
Os brasileiros têm, ainda, opções dos bancos brasileiros que oferecem investimentos no exterior. Desta forma, não necessariamente é preciso comprar dólares, mas apenas comprar ações de empresas estrangeiras direto na bolsa de valores local — nos Estados Unidos, por exemplo.
XP Investimentos, Inter e C6 oferecem a funcionalidade, que pode ou não estar disponível para todos os correntistas. Antes da compra de ações, porém, é necessário preencher um formulário detalhando o perfil de investimentos.
No intervalo dos últimos 12 meses, o índice que mede a força do dólar no mercado global acumula queda de 10,4%. O DXY tem o pior desempenho em vários anos, conforme destacam os monitores do mercado de câmbio.
O desempenho desta quarta (28) reage à espera da decisão do Fed (Federal Reserve) sobre os juros nos EUA. No fim do dia, o órgão equivalente ao Banco Central deve informar se vai movimentar a taxa básica de juros no país.
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