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Se não bastasse a demora para serem ressarcidos, os investidores de CDBs do Banco Master agora têm outro problema para lidar. Circula na praça um golpe que visa atingir o público que espera o pagamento do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).
A empresa de segurança Kaspersky identificou que criminosos teriam publicado um aplicativo falso para que os credores se cadastrem. Ao instalar a aplicação no celular, um vírus infecta o smartphone e rouba as informações financeiras da vítima.
“Este caso representa apenas o início de uma possível onda de golpes. Nossa análise indica a tendência de surgimento de novos vetores de ataque, dada a alta atratividade do tema e o grande número de potenciais vítimas", afirma Fábio Assolini, diretor da equipe global de pesquisa e análise da Kaspersky para a América Latina e a Europa.
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Neste momento, o aplicativo foi identificado apenasPF prende cunhado de Vorcaro, do Master, que tentava embarcar para Dubai na Play Store, que é a loja de apps para quem usa Android. O trojan, apelidado de BeatBanker, foi identificado pelos profissionais em dezembro do ano passado nessa modalidade, mas, anteriormente, já tinha sido usado em outros golpes digitais.
“A rapidez com que os cibercriminosos exploram temas em evidência no noticiário para criar esquemas fraudulentos, que se aproveitam da expectativa e da ansiedade de grandes grupos de pessoas, é uma tática recorrente”, completa Assolini.
A Kaspersky informa que, para se proteger desse e de outros golpes digitais, o investidor deve sempre desconfiar de processos fora do comum. Além disso, não deve nunca instalar aplicativos que sejam de fontes desconhecidas ou que não estejam nas lojas oficiais.
O ressarcimento dos valores bloqueados no Banco Master ainda não foi liberado pelo FGC, que é o órgão responsável por fazer os repasses. Conforme fontes internas, os pagamentos devem começar nos próximos dias, depois de completar dois meses desde a liquidação extrajudicial da instituição financeira.
Para receber os valores retidos, os investidores devem abrir uma solicitação no aplicativo oficial ou no site do FGC. Depois do cadastro, o órgão deve conferir os dados e liberar o ressarcimento.
Estima-se que o órgão deva pagar até R$ 41 bilhões para mais de 1,6 milhão de correntistas que tiveram seus recursos bloqueados. O teto do ressarcimento é de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, conforme regra da instituição.
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