O retorno da
taxação de dividendos fez com que um volume recorde de capital deixasse o Brasil em dezembro de 2025.
💸 Segundo o BC (Banco Central), os investimentos diretos no país registraram uma saída líquida de US$ 5,2 bilhões no mês.
O resultado indica que as empresas estrangeiras que operam no Brasil distribuíram lucros maiores que o auferido no período para as suas matrizes.
O movimento é comum em dezembro, devido ao fechamento do balanço anual e à consequente remessa de lucros para as sedes dessas empresas no exterior.
O movimento, no entanto, nunca havia tomado essas proporções. O resultado de dezembro representa a maior fuga de capital da série histórica do Banco Central, iniciada em 1995.
Despesas com lucros e dividendos saltaram 15,5%
Segundo o BC, isso indica que as empresas estrangeiras registraram lucros recordes no Brasil em 2025 ou decidiram antecipar a distribuição de lucros para as suas matrizes.
A segunda opção desponta como uma explicação bastante plausível para este movimento. Afinal, as empresas que operam no Brasil distribuíram bilhões em dividendos em dezembro de 2025, para tentar escapar da taxação de dividendos, que voltou a ser uma realidade no Brasil em 2026.
💲 Prova disso é que que as despesas líquidas com lucros e dividendos saltaram 15,5% em dezembro, chegando a US$ 5,4 bilhões, de acordo com o BC.
Chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha disse que a saída de lucros e dividendos foi "bastante superior" ao que era esperado para o mês.
No acumulado de 2025, os investimentos diretos no país registraram uma entrada líquida de US$ 77,7 bilhões. Já as despesas líquidas de lucros e dividendos subiram 5,9% e alcançaram US$ 53,6 bilhões.
Taxação dos dividendos
📅 O governo federal passou a taxar em 10% os lucros e dividendos enviados a não residentes a partir de 2026.
No caso dos investidores que moram no Brasil, os dividendos serão taxados quando passarem de R$ 50 mil por mês.
Contudo, os dividendos aprovados até 31 de dezembro de 2025 ficaram livres do imposto, mesmo se forem efetivamente pagos até 2028.