Colômbia acusa Equador de ataque na fronteira com 27 mortos

Governo de Petro pede mediação dos EUA para evitar escalada militar.

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Publicado em 17/03/2026 às 18:04h - Atualizado 5 minutos atrás Publicado em 17/03/2026 às 18:04h Atualizado 5 minutos atrás por Wesley Santana
Os dois países já formaram parte do mesmo território anteriormente e agora têm tensões por causa do narcotráfico (Imagem: Shutterstock)
Os dois países já formaram parte do mesmo território anteriormente e agora têm tensões por causa do narcotráfico (Imagem: Shutterstock)

Nesta terça-feira (17), o governo da Colômbia acusou seu vizinho Equador de promover um bombardeio na fronteira dos dois países na última semana. Na ocasião, 27 pessoas foram encontradas mortas, com seus corpos carbonizados.

"Os bombardeios na fronteira entre Colômbia e Equador não parecem ser nem de grupos armados [ilegais], que não têm aviões, nem das forças públicas da Colômbia. Eu não dei essa ordem. Há 27 corpos carbonizados e a explicação apresentada não é crível", afirmou o presidente Gustavo Petro pelas redes sociais.

O líder vem afirmando que a Colômbia não quer entrar em guerra com seu ex-território e, por isso, pediu ajuda dos Estados Unidos. Segundo ele, o presidente Donald Trump deve ligar para seu par equatoriano, Daniel Noboa, para mediar as negociações.

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Noboa, por sua vez, diz que as falas de Petro são falsas e que todos os ataques realizados nos últimos dias aconteceram dentro do território do Equador. Segundo ele, o governo está combatendo o narcotráfico e não vai recuar na reconstrução do país.

"Hoje, com apoio da cooperação internacional, seguimos nessa luta, bombardeando locais que serviam de esconderijo para esses grupos, em grande parte colombianos, que o próprio governo deles permitiu que se infiltrassem no Equador por descuido na fronteira", publicou, também nas redes sociais.

O governo de Noboa está respaldado pelo grupo denominado Escudo das Américas, construído por Trump e composto por líderes de direita da América Latina. As incursões militares têm como objetivo derrubar cartéis de drogas da região, conforme destacou Trump no evento que contou com a presença de 17 países na semana passada.

No entanto, a disputa entre Colômbia e Equador se arrasta desde o mês passado, quando Quito impôs tarifas comerciais a Bogotá. A terceira maior economia da América do Sul respondeu com uma taxação ainda mais pesada, seguida do corte de exportação de energia.