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O Banco Master ganhou relevância no cenário nacional por pagar rendimentos de títulos privados bem acima da média do mercado. Em alguns momentos, a instituição financeira chegava a oferecer pagamentos de até 15% ao ano, o que chamava a atenção de grande parte dos investidores.
Com a liquidação do banco, o dinheiro aplicado nesses produtos está garantido, mas a rentabilidade deles nem tanto. Isso porque, enquanto o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) não libera o ressarcimento, o tempo está correndo e o dinheiro vale menos.
Segundo informações do Valor, um CDB que pagava 120% do CDI vai receber apenas 93%, caso o dinheiro seja liberado em fevereiro. Se o montante for pago em dezembro, a rentabilidade anual cai para 52%, conforme destacou a reportagem.
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Isso acontece porque o cálculo é feito com base no tempo corrido do investimento aplicado. O valor aportado em títulos do Master rendeu até o momento da liquidação, sendo que, após a decisão, o saldo foi travado, tendo o investidor o direito de receber apenas a quantia daquela data.
Para muitos, portanto, a decisão de aplicar em um produto que já dava indícios de problemas não foi a melhor opção. Considerando que outros ativos continuam rendendo nesse período, optar por um CDB mais seguro teria sido a melhor escolha.
Caso a situação se arraste para o próximo ano, existe a possibilidade de que as pessoas possam começar a ter prejuízos. Isso porque a correção pode não ser suficiente para garantir a reposição pela inflação do período.
O duro para os investidores é que o FGC ainda não fixou nenhuma data para o pagamento desse ressarcimento. Em média, demorava-se cerca de 30 dias após a liquidação de um banco para o repasse, mas o caso do Master ganha novos contornos quase toda semana.
A última reviravolta vem do TCU (Tribunal de Contas da União), que tem fiscalizado o caso para saber se a liquidação foi justa. Nesta semana, o ministro Jhonatan de Jesus autorizou uma inspeção urgente no Banco Central, o que pode culminar em uma eventual suspensão da liquidação da instituição financeira.
No entanto, mesmo a defesa do fundador do banco, o banqueiro Daniel Vorcaro, vê pouca ou quase nula a possibilidade de reversão da decisão. Segundo informações do SBT, isso só aconteceria caso o TCU encontrasse alguma irregularidade no caso.
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