Caso Master: STF tem maioria para manter prisão de Daniel Vorcaro

Os ministros têm até a próxima sexta-feira (20) para registrar seus votos.

Author
Publicado em 13/03/2026 às 13:16h - Atualizado 5 minutos atrás Publicado em 13/03/2026 às 13:16h Atualizado 5 minutos atrás por Elanny Vlaxio
Ainda falta o posicionamento de Gilmar Mendes (Imagem: Divulgação)
Ainda falta o posicionamento de Gilmar Mendes (Imagem: Divulgação)
⚖️ O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para manter preso o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O placar do julgamento está em 3 votos a 0 pela manutenção da prisão. Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março. 
A prisão foi autorizada depois que a Polícia Federal apontou ao Supremo que o banqueiro representava risco para o avanço das investigações, além de indícios de que o grupo ligado a ele continuava atuando para ocultar recursos e manter articulação com agentes públicos.

Sobre a votação

O julgamento ocorre no plenário virtual da Segunda Turma do STF, que analisa se mantém as determinações do relator do caso, o ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria do processo há cerca de um mês. Os ministros têm até a próxima sexta-feira (20) para registrar seus votos.
👀 Mendonça foi o primeiro a se manifestar e afirmou que o banqueiro integra uma “perigosa organização criminosa armada”. O voto do relator foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux e Nunes Marques, formando maioria até o momento. Ainda falta o posicionamento de Gilmar Mendes.
“A organização criminosa demonstra altíssima capacidade de reorganização, mesmo após deflagração de operações. Portanto, acaso os investigados permaneçam em liberdade, há o elevado risco de articulação com agentes públicos e da continuidade da prática de ocultação e reciclagem de capitais por meio da utilização de empresas de fachada", disse ainda Mendonça. 
Na mesma decisão, Mendonça determinou a manutenção da prisão de Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, e de Marilson Roseno da Silva. Já Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, morreu após, segundo a Polícia Federal, atentar contra a própria vida logo após ser preso.