Carnaval: Como se proteger de golpes financeiros na folia?

Apenas no Rio de Janeiro, a expectativa é de uma movimentação financeira em torno de R$ 5,7 bilhões.

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Publicado em 14/02/2026 às 09:00h - Atualizado 2 minutos atrás Publicado em 14/02/2026 às 09:00h Atualizado 2 minutos atrás por Elanny Vlaxio
Limitar valores é uma das dicas (Imagem: Shutterstock)
Limitar valores é uma das dicas (Imagem: Shutterstock)
🎉 O Carnaval é tempo de música alta, ruas cheias e consumo aquecido, um cenário que costuma animar tanto os foliões quanto alguns setores da B3. Bebidas, turismo, transporte e serviços entram no compasso da festa e ganham atenção dos investidores, impulsionados por um aumento previsível da demanda. 
Mas, enquanto a economia gira em ritmo acelerado, o feriado também escancara um outro lado menos festivo: a maior vulnerabilidade financeira de milhões de pessoas em meio à distração da folia, exigindo cautela redobrada.

Consumo em alta e riscos fora do radar

Para Jeff Patzlaff, planejador financeiro CFP e especialista em investimentos, o período reúne condições ideais para a ação de golpistas. “O Carnaval é uma tempestade perfeita para golpes. Temos aglomeração, distração, euforia e, muitas vezes, álcool”, afirma. 
Em um contexto em que o celular concentra grande parte da vida financeira dos brasileiros, o risco vai além do furto do aparelho. “O perigo não é apenas perder o celular, mas sim o acesso aos aplicativos. Em segundos, o estrago pode comprometer planos de anos”, alerta.
✨ O sinal de atenção ganha ainda mais peso diante da dimensão da festa. Segundo Robson Ferreira Júnior, especialista em investimentos e MBA em Finanças pela FBNF, mais de 65 milhões de pessoas devem sair às ruas em todo o país durante o Carnaval, número cerca de 22% maior do que no ano passado. 
Apenas no Rio de Janeiro, principal destino da folia, a expectativa é de uma movimentação financeira em torno de R$ 5,7 bilhões, com a rede hoteleira operando próxima de 98% de ocupação. “Esse cenário facilita furtos, roubos e golpes digitais, especialmente aqueles que envolvem acesso a aplicativos bancários, Pix e cartões”, explica.

Prevenção como estratégia durante a folia

Do ponto de vista do mercado, o aumento da circulação de pessoas e dinheiro costuma favorecer setores tradicionais do período carnavalesco, como bebidas, turismo, aviação e mobilidade urbana. 
Ainda assim, Patzlaff reforça que o investidor pessoa física não deve descuidar da própria segurança financeira enquanto aproveita o feriado. 
“Se alguém te apressa, insiste para você pagar rápido ou tenta distrair enquanto digita o valor, desconfie. Golpistas usam a pressa como aliada”, diz, ao comentar sobre fraudes recorrentes, como o golpe do Pix e o da maquininha adulterada.
🎉 A orientação dos especialistas é adotar medidas preventivas antes mesmo de sair de casa. Robson Ferreira Júnior destaca que estabelecer limites de Pix e de transações é uma das estratégias mais eficazes para reduzir prejuízos. 
“A definição de limites diários e por transação é uma das formas mais eficazes de mitigar prejuízos”, afirma. Ele explica que, mesmo que um criminoso consiga acesso ao aplicativo bancário, os valores ficam restritos e não podem ser ampliados de imediato, o que dá tempo para acionar o banco e bloquear as contas.
Patzlaff também chama atenção para a importância de reforçar as camadas de proteção digital. “Configure senha forte, biometria, autenticação de dois fatores e, se possível, oculte os aplicativos de banco”, orienta. 
Para ele, separar dispositivos, limitar valores disponíveis e priorizar pagamentos por carteiras digitais são atitudes simples que ajudam a atravessar o Carnaval com mais tranquilidade financeira.

Veja as principais dicas:

  • Proteja suas transações financeiras;
  • Redobre a segurança do celular;
  • Leve apenas o essencial;
  • Estabeleça limites para evitar prejuízos maiores;
  • Atenção redobrada com aplicativos de transporte.