Brasil tem baixo risco de casos de vírus Nipah, diz Ministério da Saúde

Pasta cita barreiras sanitárias e ausência de hospedeiros no país.

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Publicado em 31/01/2026 às 11:35h - Atualizado 5 minutos atrás Publicado em 31/01/2026 às 11:35h Atualizado 5 minutos atrás por Wesley Santana
Nipah Vírus tem circulado em países da Ásia desde 1999 (Imagem: Shutterstock)
Nipah Vírus tem circulado em países da Ásia desde 1999 (Imagem: Shutterstock)

Diante da iminência da descoberta de um novo vírus, o Ministério da Saúde do Brasil publicou uma nota informando que o risco do Nipah chegar ao país é baixo. A pasta informou que mantém protocolos sanitários que são capazes de limitar a entrada da infecção em solo nacional.

O vírus Nipah foi descoberto na Índia, onde já acumula 198 casos confirmados. O último caso foi revelado em 13 de janeiro, quando o paciente foi colocado em monitoramento pelas autoridades sanitárias do país asiático.

"Diante do cenário atual, não há qualquer indicação de risco para a população brasileira. As autoridades de saúde seguem em monitoramento contínuo, em alinhamento com organismos internacionais", diz nota da pasta.

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O vírus em questão não é exatamente novo, pois a literatura científica relatou o primeiro caso em 1999, na Malásia. Desde então, outras vezes foram identificados portadores da doença, mas sempre em cidadãos do Sudeste Asiático, conforme relata o Ministério da Saúde.

"A transmissão do Nipah é zoonótica, associada principalmente a morcegos frutíferos — espécies que não existem no Brasil. A infecção pode ocorrer por ingestão de alimentos contaminados ou, mais raramente, por contato direto entre pessoas ou com superfícies contaminadas", diz o órgão brasileiro hoje comandado por Alexandre Padilha.

Nova covid?

Logo que surgiram os primeiros casos do vírus Nipah, a comunidade internacional ficou de olhos bem atentos. Muita gente se referiu à doença como uma espécie de nova covid, capaz de conduzir uma pandemia como aconteceu em 2020.

No entanto, entidades da saúde descartam essa hipótese e dizem que a transmissão do patógeno é bem diferente do coronavírus. A própria OMS (Organização Mundial da Saúde) afastou essa possibilidade em carta divulgada há poucos dias.

Para a entidade, a principal preocupação está na letalidade da doença, que pode levar o paciente a óbito em poucos dias. Estima-se que a taxa de morte alcance a faixa de 70% dos infectados, um número bastante alto em comparação com outras enfermidades.

​"​A geração de mais conhecimento, inclusive para diagnóstico e terapêutica, e a troca de experiências entre países e parceiros, inclusive por meio de atividades de pesquisa, são essenciais para contribuir com o manejo da infecção pelo vírus Nipah e para reduzir a mortalidade e mitigar a transmissão de pessoa para pessoa em instalações de saúde", diz nota da OMS.