O ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) seguirá em prisão em regime fechado na carceragem da Polícia Federal em Brasília, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (1º).
Dessa maneira, a defesa de Bolsonaro perdeu o recurso que apelava pela conversão da pena em regime domiciliar e natureza humanitária após alta do Hospital DF Star,
onde o político segue internado desde o último dia 24 de dezembro de 2025.
A partir do momento em que Bolsonaro tiver alta médica, o mesmo terá de regressar para a Superintendência da Polícia Federal, onde está preso desde novembro passado, pelo crime de tentativa de golpe de Estado.
Durante coletiva de imprensa no último dia 31 de dezembro de 2025, os médicos responsáveis pelos cuidados do ex-presidente confirmaram que a previsão de alta de Bolsonaro está mantida para o dia 1º de janeiro de 2026.
Segundo determinação do ministro do STF, os advogados de Bolsonaro não foram capazes de sustentar “fatos supervenientes que pudessem afastar os motivos determinantes da decisão de indeferimento do pedido de prisão domiciliar humanitária proferida no dia 19 de dezembro de 2025”.
Bolsonaro foi condenado à pena de 27 anos e três meses, sendo 24 anos e nove meses de reclusão e dois anos e seis meses de detenção, aplicado o regime inicial fechado para início de cumprimento da pena.
“Ressalte-se, que, diferentemente do alegado pela defesa, não houve agravamento da situação de saúde de Jair Messias Bolsonaro, mas sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentindo, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos”, alega Alexandre de Moraes.
Eleições 2026
Mesmo já internado para procedimentos médicos, Jair Bolsonaro divulgou no último dia 25 de dezembro de 2025, em pleno Natal, uma
carta aberta que oficializou a pré-candidatura de seu filho mais velho, o senador
Flávio Bolsonaro (PL/RJ), para disputar a Presidência da República nas Eleições 2026.
Em trecho da carta, o ex-presidente escreve que “entrego, assim, o que há de mais importante na vida de um pai: o próprio filho, à missão de resgatar o nosso país”, descrevendo a escolha como “consciente, legítima e amparada no desejo de preservar a representação daqueles que confiaram em mim”.