🚨 O BB Investimentos divulgou seu relatório setorial de janeiro sobre Agronegócios, Alimentos e Bebidas, trazendo um panorama do setor e atualizando suas recomendações para ações listadas na bolsa brasileira.
No documento, a instituição manteve recomendação de compra para cinco companhias do segmento, avaliando que elas apresentam melhor relação entre risco e retorno dentro do atual cenário de preços de commodities, demanda global e dinâmica operacional das empresas.
Recomendações de compra no setor
O BB Investimentos recomenda compra das ações de:
Segundo o relatório, essas companhias se beneficiam de fatores como escala, posicionamento competitivo, diversificação de receitas e capacidade de atravessar um cenário ainda volátil para preços de alimentos e proteínas animais.
Ação fora da lista chama atenção
Apesar de carregar recomendação neutra, a
Ourofino Saúde Animal (OFSA3) aparece como o papel com
maior potencial de valorização do relatório. De acordo com o BB Investimentos, o preço-alvo estimado implica um potencial de alta de 346,8%.
O banco pondera, no entanto, que o free float reduzido da companhia limita a liquidez do papel, fator que justifica a postura mais cautelosa na recomendação, apesar do upside teórico elevado.
Frigoríficos pressionados no início do ano
No desempenho recente do mercado, o relatório destaca que os frigoríficos registram queda em bloco no acumulado de janeiro, refletindo as medidas de salvaguarda adotadas pela China.
O movimento contrasta com o desempenho positivo observado em dezembro, quando as ações da Minerva, Marfrig e JBS avançaram 11,1%, 3,4% e 0,7%, respectivamente.
A mudança de humor ocorre após a decisão chinesa de impor tarifas adicionais sobre a carne bovina importada acima de cotas pré-definidas, o que elevou a cautela dos investidores em relação às exportadoras de proteína animal.
Soja, milho e proteínas no radar
No mercado de grãos, o BB Investimentos observa comportamentos distintos em dezembro. A soja negociada na Bolsa de Chicago encerrou o mês com cotação média de US$ 10,77 por bushel, queda de 4,2% na comparação mensal, pressionada pela demanda mais fraca pela soja norte-americana no fim do ano.
Já o milho seguiu caminho oposto. A cotação média em Chicago ficou em US$ 4,40 por bushel, alta de 2,0% frente ao mês anterior. O movimento foi impulsionado pela recuperação da produção de etanol nos Estados Unidos e pela demanda internacional aquecida pelo grão norte-americano.
No segmento de proteínas animais, o banco destaca que os spreads permaneceram positivos, embora com maior pressão sobre preços.
Em aves e suínos, o cenário segue favorável em termos de margem, mas com queda de preços na comparação anual, reflexo do aumento dos abates e da maior preferência do consumidor pela carne bovina no mercado interno.
Visão geral do setor
Na avaliação do BB Investimentos, o agronegócio entra em 2026 com fundamentos mistos. Enquanto grãos seguem sujeitos à volatilidade climática e à dinâmica da demanda global, proteínas animais enfrentam ajustes regulatórios e comerciais, especialmente no mercado asiático.
📈 Ainda assim, o banco vê oportunidades pontuais em empresas já consolidadas, com estrutura de custos eficiente e capacidade de repassar preços ou ganhar participação de mercado ao longo do ciclo.