O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o crime organizado, apresentou no Senado um requerimento para a criação de uma nova CPI destinada a apurar as relações entre ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e o Banco Master. O pedido mira especificamente os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
🔎 “Agora começa o trabalho para a efetiva instalação da comissão. A justiça deve ser igual para todos”, relatou Vieira na rede social X.
O presidente da legenda, Ciro Nogueira (PP-PI), também é citado como tendo envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo Vieira, a proposta já reúne 35 assinaturas, número superior ao mínimo exigido de 27 senadores. Entre os apoiadores estão 11 parlamentares do PL, incluindo o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de seis senadores do PP.
Para o senador, o episódio vai além de uma simples crise bancária decorrente do prejuízo deixado pelo banco após sua liquidação. "A gravidade do presente caso transcende em muito os limites de uma crise bancária ou de episódios isolados de relacionamentos inadequados entre particulares e agentes públicos. O que está em jogo é a credibilidade do STF como instituição", diz o senador.
Veja quem assinou a lista pedindo a CPI:
- Alessandro Vieira (MDB-SE);
- Astronauta Marcos Pontes (PL-SP);
- Eduardo Girão (Novo-CE);
- Magno Malta (PL-ES);
- Luis Carlos Heinze (PP-RS);
- Sergio Moro (União-PR);
- Esperidião Amin (PP-SC);
- Carlos portinho (PL-RJ);
- Styvenson Valentim (PSDB-RN);
- Marcio Bittar (PL-AC);
- Plínio Valério (PSDB-AM);
- Jaime Bagattoli (PL-RO);
- Oriovisto Guimarães (PSDB-PR);
- Damares Alves (Republicanos-DF);
- Cleitinho (Republicanos-MG);
- Hamilton Mourão (Republicanos-RS);
- Vanderlan Cardoso (PSD-GO);
- Jorge Kajuru (PSB-GO);
- Margareth Buzetti (PP-MT);
- Alan Rick (Republicanos-AC);
- Wilder Morais (PL-GO);
- Izalci Lucas (PL-DF);
- Mara Gabrilli (PSD-SP);
- Marcos do Val (Podemos-ES);
- Rogério Marinho (PL-RN);
- Flávio Arns (PSB-PR);
- Laércio Oliveira (PP-SE);
- Dr. Hian (PP-RR);
- Flávio Bolsonaro (PL-RJ);
- Nelsinho Trad (PSD-MS);
- Marcos Rogério (PL-RO);
- Wellington Fagundes (PL-MT);
- Carlos Viana (Podemos-MG);
- Efraim Filho (União-PB);
- Tereza Cristina (PP-MS).
Relembre o caso
No caso de Toffoli, o ponto central é a empresa Maridt, da qual o ministro afirmou ser sócio. A companhia recebeu milhões de reais de um fundo de investimento vinculado a outro fundo cujo cotista era Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
👀 Já a primeira ligação de Moraes com o tema surgiu no fim de 2025, quando veio a público um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, que pertence à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
Já na sexta-feira (6), reportagem publicada no blog da jornalista Malu Gaspar, no jornal O Globo, informou que Vorcaro teria trocado mensagens com Moraes. O STF, porém, publicou uma nota afirmando que Moraes negou que as mensagens enviadas por Vorcaro tenham sido direcionadas a ele.