Aluguel sobe quase 10% em 2025 e supera inflação, mostra FipeZap

Barueri (SP) lidera ranking do metro quadrado mais caro do país; Pelotas (RS) tem menor preço.

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Publicado em 15/01/2026 às 16:18h - Atualizado 13 horas atrás Publicado em 15/01/2026 às 16:18h Atualizado 13 horas atrás por Wesley Santana
Pesquisa foi realizada em 36 cidades brasileiras, incluindo capitais (Imagem: Shutterstock)
Pesquisa foi realizada em 36 cidades brasileiras, incluindo capitais (Imagem: Shutterstock)

O tempo passa e a dúvida sobre comprar ou alugar fica mais latente na cabeça dos brasileiros. Em 2025, quem fechou contrato de aluguel levou a pior, conforme mostram dados do Índide FipeZap. 

Enquanto o preço de compra de imóveis subiu 6,5% ao longo do ano, os contratos de locação tiveram um reajuste médio de 9,4% ao redor do país. O valor representa mais do dobro da inflação do período, que foi de 4,26% no acumulado do ano. 

Houve lugares, no entanto, que a disparada dos preços foi ainda maior, especialmente no Norte e Nordeste. É como em Teresina, capital do Piauí, onde os moradores viram os preços de aluguéis subindo mais de 21% entre janeiro e dezembro.

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A cidade de Barueri, na região metropolitana de São Paulo, registrou o metro quadrado mais caro do país, com média de R$ 70.O município engloba a região de classe alta Alphaville, onde o locatário deve desembolsar até R$ 3,5 mil por mês para viver em um apartamento de 50 metros quadrados.

Já em Pelotas (RS) foi onde encontraram o aluguel mais barato do país, com uma média de R$ 22,42 por m². Neste caso, o aluguel também de 50 m² nesta região sai por R$ 1.121, ainda de acordo com o levantamento. 

O índice acompanha o movimento dos preços em 36 grandes cidades brasileiras, em todas as regiões do país. Entre as avaliadas, apenas Campo Grande (MS) e São José (SC) tiveram queda no preço do aluguel, de 4,3% e 3,1%, respectivamente. 

Uma das coordenadoras do levantamento, Paula Reis explica que a alta no custo do aluguel no país está relacionada ao movimento da economia. Ela diz que diversos segmentos, inclusive o mercado de trabalho, seguem fortes, o que influencia diretamente nos preços de moradias. 

"A depreciação do valor real dos aluguéis, que ocorreu durante a pandemia, já foi compensada. Contudo, a vitalidade da economia e, em particular, o mercado de trabalho, mantiveram o poder aquisitivo da população, viabilizando a continuidade de reajustes superiores à inflação", comenta.