Em decisão na calada da noite, nesta quinta-feira (12), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reverteu sua própria decisão e agora rejeita o pedido de visita que concederia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se encontrar pessoalmente na cadeia com o assessor enviado pelo presidente americano Donald Trump.
No caso, a visita entre Bolsonaro e Darren Beattie já tinha sido aprovada pelo ministro da Suprema Corte no último dia 10 de março. Todavia, pesou na reviravolta do ministro Moraes as preocupações do Itamaraty, o Ministério de Relações Exteriores do Brasil, sobre o encontro de um
ex-presidente condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado com um enviado da Casa Branca.
“A realização da visita, requerida nestes autos pela defesa de Jair Bolsonaro, não está inserida no contexto diplomático que autorizou a concessão do visto e seu ingresso no território brasileiro, além de não ter sido comunicada, previamente, às autoridades diplomáticas brasileiras, o que, inclusive, poderia ensejar a reanálise do visto concedido”, disse o ministro Moraes na decisão.
Por sua vez, o Itamaraty alega, em nota, que "a visita de um funcionário estrangeiro a um ex-presidente da República em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro".
Em resposta a uma publicação do jornalista norte-americano Glenn Greenwald sobre uma eventual prisão do magistrado, Musk afirmou que o evento ocorreria em breve.
"Ainda não, mas (a prisão) está a caminho. Por que arrumar briga comigo? Que bobagem", tuítou.