Agibank (AGBK) estreia na Nyse após enxugar IPO; veja valor da ação

Este foi o segundo IPO do ano de empresas brasileiras, mas preço teve de ser reduzido.

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Publicado em 11/02/2026 às 07:52h - Atualizado 2 minutos atrás Publicado em 11/02/2026 às 07:52h Atualizado 2 minutos atrás por Marina Barbosa
Ações da Agibank serão negociadas sob o código AGKB na Nyse (Imagem: Facebook/Reprodução)
Ações da Agibank serão negociadas sob o código AGKB na Nyse (Imagem: Facebook/Reprodução)
O Agibank conseguiu emplacar o seu IPO (oferta inicial de ações) nos Estados Unidos. Com isso, estreia nesta quarta-feira (11) na Nyse (Bolsa de Valores de Nova York), sob o ticker "AGBK".
Este foi o segundo IPO do ano de empresas brasileiras, após o do PicPay (PICS). No entanto, não alcançou os níveis esperados inicialmente.
💲 O Agibank vendeu 20 milhões de ações e colocou à venda um lote adicional de 3 milhões de ações, a um preço de US$ 12 cada.
Com isso, a fintech brasileira já levantou US$ 240 milhões com o IPO, mas pode encerrar o processo com US$ 276 milhões em caixa. Isto é, com cerca de R$ 1,4 bilhão na cotação atual.
Dessa forma, a empresa foi avaliada em US$ 1,92 bilhão. Ou seja, obteve um valor de mercado superior a R$ 10 bilhões.
Contudo, o plano era captar até o triplo disso. O Agibank pretendia vender cerca de 43,6 milhões de ações no IPO, a um preço entre US$ 15 e US$ 18 cada. Logo, mirava uma captação de aproximadamente US$ 828 milhões.
Apesar do corte, o Agibank celebrou a estreia no mercado americano nas redes sociais. "É o início de um novo capítulo, com os pés no presente, os olhos no futuro e o mesmo propósito de sempre: fazer a diferença na vida das pessoas", afirmou.

O que mudou?

O Agibank cortou o volume e o preço das ações horas antes de precificar o IPO, devido ao desempenho recente das ações do PicPay.
📉 Embora tenha conseguido acabar com um jejum de mais de cinco anos de IPOs brasileiros e precificar as suas ações no topo da oferta, o PicPay já caiu mais de 20% desde a estreia na Nasdaq, em 29 de janeiro.
O baque reflete a maior cautela dos investidores globais com ações de tecnologia e também o cenário desafiador do mercado de crédito no Brasil.
Segundo o "Valor Econômico", a situação do consignado do Agibank também motivou o ajuste. Afinal, esta é uma das principais frentes do negócio, mas os empréstimos chegaram a ser suspensos no final do ano passado pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) devido a potenciais irregularidades.

O Agibank

🏦 O Agibank é uma fintech brasileira que se diferencia por um modelo de negócio híbrido, que combina uma plataforma digital a uma rede física de Smart Hubs que presta assistência aos clientes.
Fundador do Agibank, Marcela Testa disse na Nyse que o modelo permite que a fintech cresça sobretudo em pequenas cidades, que ficaram sem agências bancárias depois do plano de redução da rede de atendimento físico dos bancões. 
O banco já oferece contas digitais, cartão de crédito, seguros e crédito, com foco sobretudo no crédito consignado, a partir desse modelo.
Agora, pretende continuar ampliando a base de clientes e a oferta de crédito com os recursos levantados no IPO. De acordo com o prospecto da oferta, a aquisição de empresas de tecnologia também não está descartada.
O Agibank contava com 6,4 milhões de clientes ativos e uma carteira de crédito de R$ 33,8 bilhões ao final do terceiro trimestre de 2025. 
Além disso, entregou um lucro líquido de R$ 875,5 milhões e um ROAE (Retorno sobre Patrimônio Médio) de 40,9% no período.
Ao longo de 2025, o negócio também teve o seu rating elevado pelas principais agências de classificação de risco do mercado. 
A S&P, por exemplo, elevou o rating para brAA-, com perspectiva estável, em novembro, citando a expansão consistente, a melhora na rentabilidade, o foco estratégico no core business e a gestão prudente de risco e capital do banco.