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Uma estimativa da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) mostra que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia pode gerar um aumento de US$ 7 bilhões (equivalente a R$ 42 bilhões) ao Brasil no curto prazo.
📄 O cálculo foi feito a partir dos produtos que serão desagravados com o andamento da pauta e do amadurecimento das relações comerciais entre os dois blocos econômicos. A União Europeia hoje já representa um importante comprador do Brasil, mas o acordo pode tornar as exportações ainda mais atrativas.
“Estimamos um aumento de mais US$ 7 bilhões em exportações do Brasil para o bloco europeu no curto prazo. Os 242 produtos que serão desagravados imediatamente ou em 4 anos representam hoje US$ 3,5 bilhões e 3,2% das importações europeias selecionadas. Se alcançarmos 10% de participação, o que é viável dada a desgravação, estamos falando em US$ 7 bilhões em curtíssimo prazo”, comentou o gerente de inteligência de mercado da ApexBrasil, Igor Celeste.
A previsão é que o acordo entre os dois blocos -que reúne mais de 750 milhões de pessoas- elimine tarifas de exportação para bens industriais e reduza em até 77% para os bens agrícolas. “O Brasil poderá aproveitar as mais de 1800 oportunidades de curto prazo para o bloco que a ApexBrasil mapeou, com destaque para uma ampla gama de produtos, como café, milho, suco de laranja, mel natural, aviões, calçados, móveis de madeira, entre muitos outros”, destacou o presidente da Agência, Jorge Viana.
✍ Leia mais: Levantamento considera produtos que serão desagravados com o tratado
O acordo foi assinado durante a manhã durante a reunião de Cúpula do Mercosul, realizada em Montevideu, no Uruguai. O evento contou com a presença de Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.
Em 2023, o Brasil exportou US$ 339,6 bilhões, com uma alta de 1,7% em relação ao ano anterior. Também houve crescimento no volume total de exportações, que acelerou 8,7% no intervalo de doze meses.
🚢 A Confederação Nacional da Indústria considera que o acordo contribui para a diversificação das exportações brasileiras. O livre comércio entre as duas regiões também pode fortalecer a competitividade do país a nível global, pontua Ricardo Alban, presidente da entidade.
“Além de diversificar nossas exportações e ampliar a base de parceiros comerciais, elevando o acesso preferencial brasileiro ao mercado mundial de 8% para 37%, o acordo trará uma inserção internacional alinhada com a agenda de crescimento inclusivo e sustentável, o que é essencial para garantir ganhos econômicos e sociais de longo prazo, e reforçar a competitividade global do Brasil”, destacou.
A CNI calcula que o tratado também vai influenciar na geração de emprego, considerando que a cada R$ 1 bilhão exportado são criados 21,7 mil vagas no país. “O acordo criará bases para integrar a economia brasileira a cadeias de valor de forma mais robusta e competitiva”, pontua.
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